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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Para nossos amigos...

Steph: Amiga sem filho: "e vc? Tudo bem? Novas?" Eu: "tudo bem, só beeem cansada" Amiga sem filho: "pq?" Eu: “.......”

Vivi: Kkkkk

Steph: Difícil explicar, né? Hj li uma frase sobre comparação entre qm tem e não tem filhos: "A vida de quem não tem filhos pode ser mais divertida e livre mas a nossa desse lado tem mais amor"

Steph
Vivi
Eu acho difícil esse assunto. Eu e o Fe somos os primeiros do nosso grupo de amigos próximos que temos filho. Isso nunca me incomodou, mas descobri que é mais difícil que eu imaginava. Não só porque em muitos momentos você não tem para quem perguntar ou pedir ajuda, mas porque é difícil manter a amizade como era antes quando sua vida vira de ponta cabeça desse jeito.
Qual a solução? Acho que eu não tenho uma resposta ainda, mas acho que cada um precisa olhar a coisa pelo ponto de vista do outro. Meus amigos precisam entender e respeitar que minha vida mudou e que agora vão existir outros assuntos, outro jeito de ficar junto e se divertir. E eu preciso respeitar que nem todos estão prontos para conviver intensamente com a Maya e isso não significa que eles gostem menos de mim.
Até então, eu descobri amigos incríveis. Amigos que entendem que estou sobre carregada e que tudo mudou radicalmente e que ajudam muuuito. Ligam e mandam mensagem quase todos os dias, pedem foto da Maya para acompanhar (mesmo quando não podem visitar!), trazem a manicure aqui em casa para eu poder me cuidar um pouco, passam uma tarde me ajudando trocando fralda, fazendo ela dormir... simplesmente amigos que tornam o dia a dia mais leve e me ajudam a entender que tudo bem que as coisas mudaram, mas que eles estão aí de qualquer jeito. E eu acho isso incrível porque eles nem tem filhos, mas realmente entendem minha nova vida. Para esses amigos, obrigada! Nunca vou esquecer toda a ajuda e amor e prometo retribuir quando for a vez de vocês J
E sim, também tenho alguns amigos que tenho visto com menos frequência ou que o relacionamento se tornou um pouco mais difícil. Eu entendo. Para eles, eu só gostaria de dizer que eu sei que muita coisa mudou, que eu sei que não é mais igual. Eu só posso prometer que eventualmente (não sei quando) as coisas vão ficar mais fáceis, eu vou estar mais adaptada, a Maya vai estar um pouco maior e nós as coisas aos poucos voltam ao normal. Se vocês aguentarem esperar até lá, eu vou ficar muito feliz!
Eu nunca fui de muitos amigos, tenho poucos. Mas sei o que posso contar de cada um, e sei quem são o que posso contar incondicionalmente. 
Mas de fato, a maternidade te muda muito e isso certamente impacta não só nas amizades, mas com todas as relações que você tem na vida.
Eu tenho uma amiga de infância, que vivemos muitas coisas juntas, engravidei antes dela e quando ela teve sua filha, de fato, nossa amizade sintonizou melhor, num entendimento natural do momento de cada uma.
Lembro de uma outra amiga que não tinha filhos, que quando me ligava não entendia muito porque as vezes eu não conseguia atender, e que quando teve o filho dela, foi a primeira coisa que me falou "agora entendo porque você não atendia".
Mas também é muito legal o universo de novas amizades na maternidade, você se identifica com valores de algumas mães, percebe que não tem nada a ver com outras. Depois que a Nina entrou na escolinha, isso ficou muito mais claro e fácil, são mães, em geral, que tem filhos e fases de vida semelhantes, e os dilemas, vontades, piadas, desabafos, tem uma harmonia de momento que não dá pra negar.
Suas outras amigas, que estão em momentos de vida diferentes, tem assuntos interessantes, é um mundo que não te pertence, mas existe, entretanto a troca diminui, então, naturalmente há um afastamento (pelo menos no meu caso).
Ser mãe te domina muito, e isso não sei se é de todo bom, pode te alienar até inconscientemente, então, eu acho que o ideal seria dosar isso, mas eu, de verdade, ainda não aprendi.




segunda-feira, 29 de setembro de 2014

As mães e suas táticas

Steph: As vezes sinto q ela ta entediada então chora....Hahaha

Vivi: kkk...Carteado?

Steph: As vezes danço com ela! Hahaha

Vivi: Boa

Steph: E qdo eu to no limite normalmente. Ai ajuda as duas...Hahaha

Steph
Vivi
18:30 todos os dias na minha casa...é a hora chamado de “hora do terror”. É a hora que a Maya já está irritada, cansada, com fome. Mas, eu enrolo ela mais uns 30 min para dar banho. Enrolo porque descobri que essa meia hora faz diferença. Logo depois do banho ela relaxa, mama e dorme a noite inteira tranquilamente.
A decisão é minha de enrolar ela um pouco, mas não significa que todos os dias seja exigido de mim uma paciência gigante para aguentar 30 min de choro.
E dai?? E dai que até para isso desenvolvemos nossas técnicas. A minha é dançar. Sim, 18:30 na minha casa, na “hora do terror”, você vai encontrar eu e a Maya dançando pela casa.
As vezes isso não resolve e ela continua chorando, mas pelo menos isso me acalma e me deixa tranquila, para passar tranquilidade para ela. E as vezes até funciona e ela para de chorar e curtimos juntas.
Cada mãe é diferente, sim, especialmente porque cada uma tem a sua tática para os momentos mais diferentes (e difíceis!).
As táticas são particulares e muitas vezes engraçadas. Quem nunca ouviu de colocar um bolinha de cobertor na testa para para de soluçar? A bisa Alice (Vo do marido) tem táticas, pra não dizer simpatias, simplesmente para tudo, sério, da para escrever um livro. É engraçado ouvir, muitas delas são soluções rústicas da época, que hoje só receberam uma cara tecnológica nova, como a chupeta de hoje era um paninho umedecido molhado em alguma coisa doce, e assim vai. Cada um cria o seu jeito.
Nas cólicas da Nina eu me lembro que para aguentar o choro (e foram muitos), eu fechava os olhos e imaginava que estava no mar.
O Du tem uma técnica de fazer o Dudu dormir tão estranha, ele chacoalha o bebê, bate ritmo tipo samba no bumbum dele, não suficiente, ao colocá-lo no berço ele coloca a almofada sobre as pernas dele. Sei lá porque, sempre funciona.




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A gente é tudo tonta

Vivi: Hoje eu tenho ctz q fiz uma família. E da trabalho fazer isso, é vdd, mas a sensação de êxtase nas descobertas e conquistas é incrível. Vai dizer q vc não se achou a super mãe que a Maya está com 3kg já?

Steph: Sim claro! So de ela sorrir hj já me senti assim! Hahaha

Vivi: A gente é td tonta. Reclama, mas é td boba

Steph
Vivi
Tem dias difíceis...muito difíceis. Nesses dias da vontade de gritar, sair correndo e largar todo aquele choro, fraldas e amamentação para trás. E daí sabe o que acontece? Naquele momento que você seriamente considera fazer isso...ela para de chorar, te olha e começa a gargalhar. Parece que até entende que você estava pertinho do limite. Nessas horas eu realmente acredito na força que tem a conexão mãe-filho. É uma conversa e troca sem nem precisar de palavras.  
E mãe...mãe reclama, mãe sofre, mãe abre mão, mas mãe é tudo boba. Um simples sorriso, resolve tudo. Um sorriso apaga uma noite mal dormida, o nosso bebê engordar mais do que esperado compensa um mês inteiro de dedicação exclusiva....
As vezes nos sentimos presa em tantas tarefas ou então na responsabilidade que temos todos os dias, mas a verdade é que se você parar agora e olhar para o seu filho...você vai se encher de novo de paciência, amor e tranquilidade. Seja uma boba feliz!!!
Tenho para mim que os clichês na maternidade, em geral, são quase tudo verdade. Conversando muito com a Steph vejo o quanto somos mães bobas, cada uma na sua personalidade, mas tudo tonta.
Já li uma vez que o bebê começa a trocar interações com a mãe com 1 mês de vida, não por acaso, pois é quando a rotina começa. Ficar normal e tende a ser chata e monótona, e eu acredito muito nisso.
E aqui em casa as interações com os filhos vivem momentos diferentes, de um lado eu me surpreendo com a riqueza de vocabulário e sagacidade que a nina desenvolve, a ponto de dizer para mim "mamãe, nunca comi isso na minha vida!" num tom bem mexicano, não tem como não ir lá e dar um apertão.
Do outro, Dudu ensaia não só seus primeiros sorrisos, mas suas primeiras gargalhadas, e o reconhecimento dele das pessoas começa a fica evidente e confesso que quando ele chora com algum estranho e para quando eu o pego, rola uma felicidade.
Um dia, senti de dar um abraço na minha mãe, não faz muito tempo, e ela ficou tão feliz, e eu entendi tudo, então, vale a pena pequenos gestos de carinho com a mãe sempre, isso sempre vai deixá-la boba.