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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A gente é tudo tonta

Vivi: Hoje eu tenho ctz q fiz uma família. E da trabalho fazer isso, é vdd, mas a sensação de êxtase nas descobertas e conquistas é incrível. Vai dizer q vc não se achou a super mãe que a Maya está com 3kg já?

Steph: Sim claro! So de ela sorrir hj já me senti assim! Hahaha

Vivi: A gente é td tonta. Reclama, mas é td boba

Steph
Vivi
Tem dias difíceis...muito difíceis. Nesses dias da vontade de gritar, sair correndo e largar todo aquele choro, fraldas e amamentação para trás. E daí sabe o que acontece? Naquele momento que você seriamente considera fazer isso...ela para de chorar, te olha e começa a gargalhar. Parece que até entende que você estava pertinho do limite. Nessas horas eu realmente acredito na força que tem a conexão mãe-filho. É uma conversa e troca sem nem precisar de palavras.  
E mãe...mãe reclama, mãe sofre, mãe abre mão, mas mãe é tudo boba. Um simples sorriso, resolve tudo. Um sorriso apaga uma noite mal dormida, o nosso bebê engordar mais do que esperado compensa um mês inteiro de dedicação exclusiva....
As vezes nos sentimos presa em tantas tarefas ou então na responsabilidade que temos todos os dias, mas a verdade é que se você parar agora e olhar para o seu filho...você vai se encher de novo de paciência, amor e tranquilidade. Seja uma boba feliz!!!
Tenho para mim que os clichês na maternidade, em geral, são quase tudo verdade. Conversando muito com a Steph vejo o quanto somos mães bobas, cada uma na sua personalidade, mas tudo tonta.
Já li uma vez que o bebê começa a trocar interações com a mãe com 1 mês de vida, não por acaso, pois é quando a rotina começa. Ficar normal e tende a ser chata e monótona, e eu acredito muito nisso.
E aqui em casa as interações com os filhos vivem momentos diferentes, de um lado eu me surpreendo com a riqueza de vocabulário e sagacidade que a nina desenvolve, a ponto de dizer para mim "mamãe, nunca comi isso na minha vida!" num tom bem mexicano, não tem como não ir lá e dar um apertão.
Do outro, Dudu ensaia não só seus primeiros sorrisos, mas suas primeiras gargalhadas, e o reconhecimento dele das pessoas começa a fica evidente e confesso que quando ele chora com algum estranho e para quando eu o pego, rola uma felicidade.
Um dia, senti de dar um abraço na minha mãe, não faz muito tempo, e ela ficou tão feliz, e eu entendi tudo, então, vale a pena pequenos gestos de carinho com a mãe sempre, isso sempre vai deixá-la boba. 





terça-feira, 16 de setembro de 2014

O mundo agora é outro

Vivi: Eu vejo algumas coisas, e preciso compartilhar, olha isso: "O amor era físico. Não vinha do coração, não vinha da cabeça. Estava na pele. Era sólido. Tinha forma. Dava para pegar."

Steph Ai, pode compartilhar que eu adoro! Vc sabe que eu sou a primeira das minhas amigas a ter filho. [...]. Ou seja, Pode ir mandando que eu leio TUDO! Ainda mais que é o primeiro...o mundo é outro agora!hahaha

Steph
Vivi
As vezes eu sinto que passo o dia todo plantando bananeira com uma mão só. Isso é o quão diferente esse meu novo mundo é vs. o que conhecia antes. Cada dia você aprende algo e precisa lidar com uma nova situação e emoções. As situações novas como dar banho sozinha, colocar gotinhas na boca de um recém nascido, saber o que fazer quando chora...é mais fácil e vamos aprendendo aos poucos e parece que nossos pequenos entendem isso e tem toda a paciência do mundo. Ou seja, perdi o medo de errar. Mas, a avalanche de sentimentos que me enche faz o mundo virar de ponta cabeça. Engraçado que antes da Maya nascer, achei que estava emocionalmente pronta para a situação, mas que não iria saber o que fazer. Depois que ela nasceu eu percebi que sei muito bem o que fazer (instinto materno existe, ainda bem!), mas que o lado emocional vira uma gangorra. Percebi que os 5 meses de licença maternidade são necessários para o seu bebê, mas também para você. Para organizar todos os sentimentos que nos enchem e que nos mudam.
Eu peguei esse tempo para descobrir novas coisas sobre mim, olhar mais para dentro. É difícil se reinventar, se redescobrir, encarar seus defeitos, mas...ahhh como é gostoso as recompensas que estão vindo com isso. Hoje em dia me sinto completamente diferente, é uma Stéphanie menos séria, mais tranquila, mais amável e até, quem diria, menos introspectiva.
É um novo mundo. É um novo mundo para a Maya, é um novo mundo para a mamãe, é um novo mundo para a Stéphanie.
Meu mundo também é outro. Embora eu seja uma mãe de 2a viagem, passar pelo 8o e 9o mês de gravidez foi uma novidade para mim. Mas mais do que isso, eu ansiava pelo meu mundo "mãe de dois".
- Será que dou conta de dois?
- Será que a gente realmente gosta dos dois igual?
- Como será a reação minha e da Nina?
A vida com a Nina mudou meu mundo, então, quando o Dudu chegou, a sala de casa já era cheia de brinquedos, a agenda da família raramente fura a rotina das crianças, Du e eu já sabemos trabalhar em equipe (eu sempre liderando, para deixar claro, nem sempre rola pro-atividade... homens...) para dar conta da operação logística dos dois.
Então tá, o que mudou?
Primeiro meu coração, que recebeu o Dudu muito bem e obrigada. Somos uma família, e amo os meus filhos, sem nenhuma preferência e sem nenhum clichê, mas "coração de mãe, sempre cabe mais um".
Segundo que muda muito é a rotina de dois, sendo um deles bebê, Jesus... Quando um fica pronto, começa o outro, e claro que isso se passa no mínimo em uma hora, e se perder o ritmo, começa do zero tudo de novo. 
Terceiro que muda muito é que a vez da mamãe demora mais para chegar, então as crises do tipo "estou exausta" aparece mais cedo e mais vezes.
O ar sorri numa casa com criança, o que dirá com duas. Essa é uma mudança gostosa. Uma hora é um bebê que começou a interagir e sorri num "bom dia"  seu, num outro é uma menina linda dando seus primeiros passos de ballet. E num daqueles bem delicia, estamos nós 4 deitados, um interagindo com o outro.
Meu mundo é outro, tem 2 filhos, 1 marido e muito amor.



sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Eu poderia inflar e voar...

Steph: Muuuuito feliz que o Dudu chegou lindão, com saúde e tranquilo! Parabéns para vcs! Aproveitem esse momento com toda a intensidade!

Vivi: Obrigada Ste! Estou tão feliz que poderia inflar e voar

Steph
Vivi
Maya está com 2 meses e até então tive inúmeros momentos que me enchi de alegria, amor e felicidade. Simplesmente estou fascinada por todos as mudanças e sentimentos que uma criança trás com ela. É muita energia positiva. Ela une o casal, aproxima a família, gera mais momentos de convivência intensa, traz tranquilidade, exalta comportamentos mais saudáveis e positivos, reaproxima amigos ou até te traz novos...poderia numerar muitas coisas aqui.
Mas, até então, eu tive dois grandes momentos que “inflei e voei”. O primeiro foi ali na sala de parto mesmo. No momento que senti ela pela primeira vez a sensação é que eu estava respirando amor. Estava calma, tranquila e rindo, mas assim que alguem deitou ela no meu peito, aquela avalanche de choro de felicidade surgiu. E naquele momento eu praticamente me vi inflada e voando por aquela sala de parto como um balão. Um balão em forma de coração, bem vermelho e grandão.
O segundo surgiu apenas alguns dias atrás. Fui pegar a Maya no berço. Assim que ela me viu e falei com ela, surgiu  o maior sorriso do mundo! Adorei aquilo e comecei a conversar com ela...e cada vez ela enchia aquele quarto com mais sorrisos e gargalhadas. E pela segunda vez sai, inflada, voando por aí. Foi um momento nosso, só nosso. Foi um momento que senti que finalmente conectamos como mãe e filha. Foi nesse momento que a relação que estávamos construindo ao longo dos últimos 2 meses, se concretizou e materializou em sorrisos. E tudo, tudo, tudo, tudo passou a valer a pena e fazer sentido.




Eu tenho duas experiências de parto completamente distintas. Na vez da Nina foi estranho por vários motivos. Foi a primeira filha, foi prematuro, foi praticamente feito de um dia para o outro, eu sai para fazer um ultrassom de rotina e não voltei mais. Ela nasceu, quase num susto, a Dra me mostrou ela por 5 segundos, e depois eu a vi dentro de um saco plástico, numa incubadora indo para UTI. Não da para inflar, não tinha tempo para isso. Em compensação, lembro exatamente do dia que inflei e voei com a nina, 4 dias depois que ela nasceu, eu fiz o canguru, um procedimento médico, mas extremamente humano, 2h com ela, tão pequena, grudada corpo a corpo comigo. Ai, suspiro só de lembrar, que delicia!!!! Que felicidade. Ela ficou no meio de mim, mas praticamente foi o dia que de fato ela entrou de vez no meu coração. Nos esquentamos, nos tocamos, nos amamos. Foi lindo, mas queria a experiência simples de se ter filhos, queria aquela foto típica de mãe ,pai, filhinho assim que nasce, aquele segundo que a gente fica boba com o milagre da vida. Então, no Dudu, foi tudo diferente. Eu estava numa explosão de felicidade por saber que ia realizar um sonho, meu bebê ia nascer de 9 meses, saudável, a gente ia tirar foto e eu iria registrar um dos dias mais felizes da minha vida. Não estava muito calma não, mas o meu marido entrou na sala com um sorriso tão lindo e cheio de paz, que passou pra mim. Estava no céu, meu sonho, meu marido sorrindo, minha família crescendo... enfim. E dai, o choro!!! Aí meu Deus, nasceu!! E se eu tinha alguma dúvida se eu ia amo-lo como a Nina, já ser mãe a essa hora só ajuda, ele veio para os meus braços e na hora falei e senti que ele era meu filho e que tinha uma irmã linda esperando por ele. Desde esse dia, meus momentos de "inflar e voar" são quando vejo os 2 juntos, ou nós 4 juntos. Família é lindo demais!